[Marcha-sp] Relato Plenária Estadual dezembro 2017

Marcha Mundial das Mulheres marchamulheres em sof.org.br
Terça Dezembro 19 07:49:45 PST 2017



 

Caras companheiras

 

No ultimo sábado (16/12), fizemos a plenária estadual da MMM, compartilhamos
nossa avaliação do ano, pensamos desafios e encaminhamentos. Abaixo e
anexado segue o relato completo feito por uma das compas presente na
atividade.

Segue em destaque logo abaixo os encaminhamentos que são importantes ter em
conta já no mês de janeiro/2018.

 

Encaminhamentos

·        20 de janeiro, 10h-18h: plenária estadual, local a definir (podendo
ser SASP/ Casa do Professor ou outro). Meta mínima de 50 mulheres, calcular
vagas e gastos para grupos do interior (p.ex. Vale deve chegar; Santos,
Guarulhos, etc). Pauta: análise de conjuntura incluindo feminicídio, 08/03,
Casa da Mulher Brasileira, Congresso do Povo, Organização e enraizamento
MMM. Comissão de organização e finanças: Fátima, Marcinha, Soninha, Carla
(podendo chamar mais pessoas).

·        08/03: sugestão. Reuniões gerais a partir do dia 1º de fevereiro,
daria 5 reuniões em quintas-feiras. 

·        Jornada: Tica pede depoimentos de quem participou.

·        Comunicação: Ma. Julia, Alê, Tica, Carla – reunião 19/01 (pode ser
virtual).    

·        Decidimos que em todas as reuniões vamos recolher uma contribuição
para a Caixinha da Marcha SP, ela será para a ajuda com transporte das que
necessitem e para um fundo da MMM. A coleta desta reunião deu
aproximadamente R$ 175 que ficará à disposição para as próximas reuniões. A
responsável será a Fátima. 

 

Desejamos que todas descansem e recarreguem as energias para que 2018
possamos ter muitas vitórias!

 

Em Marcha!

MMM SP 

  _____  

Plenária Estadual da Marcha Mundial das Mulheres – São Paulo

16 de dezembro de 2017, Casa do Professor

 

Presentes

Alessandra (Ubatuba), Bia (São Carlos), Andreia, Carla, Edna, Eurides,
Fátima, Ma. Fernanda, Helena, Ortência, Isabel, Ivone, Marcinha, Maria
Júlia, Marli, Monika, Sabrina, Sônia, Soninha, Tica, Vera Machado Aline de
São Paulo, Lourdinha (Campinas) e Luciene (Americana).

 

Abertura e informes

·        Soninha relata da Conferência Nacional da FBP (Frente Brasil
Popular), organismo da qual a MMM participa. Na Conferencia Nacional com
cerca de 380 pessoas, estavam da MMM de SP Vera, Nalu, Lourdinha e Soninha,
além de outras 16 companheiras de 15 estados onde a Marcha tem presença. 

A principal deliberação é que haverá, entre os meses de julho a agosto, o
“Congresso do Povo”, concebido para ser um momento muito massivo (previsto:
50 mil pessoas), local tipo Maracanã ou Itaqueirão. Na primeira fase, até
julho, haverá trabalho nas bases e elaboração de textos etc. Lourdinha
questiona: como incidir na metodologia no sentido do combate ao patriarcado?

·        Julgamento de Lula (24/01 em Porto Alegre – TRF 4): a FBP, junto
com outros movimentos, tirou um calendário de luta pois defende que Lula tem
o direito de ser candidato. Já está previsto: 19/01 um “júri popular” de
juristas brasileiros e internacionais (evento sem participação da MMM);
24/01 manifestação maciça em Porto Alegre e também manifestações em todos os
outros Tribunais Regionais Federais.

·        Marli relata do Encontro Nacional de Catadores de Material
Reciclável (semana anterior em Brasília), destacando a forte participação de
mulheres.

·        Lourdinha fala da manifestação da MMM em Campinas no dia 08/12,
acerca da chacina de 2016, que nestes dias será reenquadrada como
feminicídio. 

·        Roda de canto e dança: Mulheres querem, mulheres querem se
aposentar.

 

Avaliação

·        Para avaliação foi feito o convite para que avaliássemos o ano de
2017 segundo os aspectos: pontos fortes e acertos / fragilidades e problemas
/ desafios. 

·        Seguem as falas segundo esses aspectos, com sinal entre parêntesis
(!) quando algo foi repetido.

·        No meio da conversa surgiu a proposta de uma plenária extensa em
20/01, algumas colocações já contemplam isso.

 

Pontos fortes e acertos

·        Ano atribulado, mas de avanços – houve dificuldade de integração e
comunicação.

·        Grande potencial de luta e organização.

·        Muito envolvimento da MMM nas lutas constantes (!!).

·        Oito de Março (!!!!).

·        Luta contra a reforma da previdência (!!!!!).

·        Ocupação da Casa da Mulher Brasileira (!!!!!).

·        Jornada Continental (!!!!).

·        Greve Geral do dia 28/04 e a participação da Marcha na greve

·        25/11 Dia Latino-americano de Combate à Violência contra a Mulher
(!!!!).

·        Crescimento da MMM na Zona Leste.

·        10/08 Ato de denuncia dos cortes no orçamento para o enfrentamento
a violência contra as mulheres e fechamento de equipamentos que atendem
mulheres nessa situação.

·        Forte exemplo de coerência, temos um projeto feminista e também
mais amplo.

·        Boas respostas a assuntos que surgiram ao longo do ano.

·        MMM está bem pé no chão e integrativa, não exibe academicismo que
silencia falas em outros ambientes. 

·        Apoio da MMM em situação de problemas pessoais, grande força do
coletivo.

·        MMM deu o tom de muita movimentação geral, p.ex. “Aposentadoria
fica, Temer sai” veio de nós.

·        Foi importante termos mantido a nossa linha de luta no 8 de março e
não termos aderido incondicionalmente ao 8M que esvaziava pautas concretas.

·        Importante a luta contra a PEC 181 (!!!).

·        A MMM é da esquerda e se articula com movimentos sociais –
acertamos bem nisso e no combate às colunas da opressão (capitalismo,
patriarcado e racismo).

 

Fragilidades e problemas

·         A MMM sofreu o que todos os movimentos sofreram porque as mulheres
militam em muitos outros espaços.

·        Dificuldade de marcar presença em todos os atos gerais e
específicos.

·        Batucada desmolibilizada e recuo na participação de jovens (!!)

·        Pouca força na luta contra a reforma trabalhista.

·        Nas resistências locais falta participação e visibilidade da MMM.

·        2º semestre: menos participação em atos.

·        Jovens que trabalham e estudam não têm horário para manifestações. 

 

Desafios

·        Muitas atividades para pouca gente.

·        Debater a identidade da MMM que mudou ao longo dos anos, lembrar as
duplas identidades/pertenças de muitas participantes. 

·        Avançar na organicidade (!!!).

·        Como possibilitar a presença cotidiana da juventude (!).

·        Enraizar a MMM em outros lugares e zonas de São Paulo, p.ex.
extremo sul (!!!).

·        Como combater/evitar o feminismo “liberal”, descomprometido.

·        Organizar melhor a equipe de comunicação. 

·        Avançar na autonomia financeira.

·        Como traduzir para outros movimentos e ambientes o que é orgânico
para nós, como oferecer formação ali e dialogar com as mulheres que chegam
no movimento.

·        Como incluir mulheres não organizadas em movimentos.

·        Como incluir em atos etc. mulheres com trabalho formal e horários
rígidos.

·        Consolidação de grupos e formação em cidades do interior onde há
mulheres que participam de lutas, mas pouca organização como grupo (!!! -
São Carlos, Ubatuba, Americana).

·        Em vez de trazer a periferia para o centro (atos, reuniões
centrais), fazer atividades da MMM nos bairros.

·        Cada mulher se somar nas lutas concretas de seu local, enraizar a
MMM.

·        Como articular MMM e campanha eleitoral.

·        Reforçar o pertencimento para além da camiseta e declarações no
Facebook.

 

Aprofundamento de alguns desafios 

 

·        Fernanda propõe enfocar nas próximas falas os pontos: 08/03 de 2018
(quais as bandeiras de luta), continuidade da questão da Casa da Mulher
Brasileira, Congresso do Povo, Participação das jovens, agenda a curto
prazo.

 

·        Não setorizar nossa atuação, o feminismo precisa estar em tudo e se
articular em luta sistêmica (exemplo: luta pela valorização do Salário
Mínimo foi importante pata todas as mulheres, especialmente para as que
ganham até um SM, setor que se concentra mais as negras. Entender o
feminismo como perspectiva e atitude que perpassa tudo, não permitir que
seja isolado como algum fragmento à parte que não deveria estar em todas as
questões. 

·        Comunicação e organização: Fazer um boletim frequente da MMM e
panfletagem para alcançar quem não anda em redes sociais. 

·        Fazer panfletos simples e levá-las para onde cada uma vai.

·        Valorizar os grupos da periferia e dar visibilidade ao que acontece
ali, p.ex. eventos culturais, batucada na Zona Sul etc.

·        Elaborar um calendário concreto para aquilo que é fixo e previsível
para facilitar a organização da agenda de quem quer participar.

·        Nas discussões sobre “trabalho escravo”, lembra o aspecto feminino
(domésticas etc.). 

·        08/03: Lembrar que o é o primeiro evento de luta importante do ano,
que é um evento de massa que tem grande visibilidade geral. 

·        Pegar como bandeira algo interessante para a sociedade em geral,
p.ex. mundo do trabalho e aposentadoria, pauta econômico-feminista.

·        Definir o máximo possível entre nós para descomplicar as reuniões
gerais.

·        Acelerar a conversa entre nós: tema, panfleto, trajeto etc.

·        Lembrando de ataques pessoais contra Soninha e de questões durante
a passeata: avaliar se vale a pena brigar pela frente da passeata ou se é
mais importante caminhar num bloco coeso onde todas as mulheres podem andar
junto. Seguir discutindo.  

·        MMM precisa elaborar e publicar uma orientação nacional para o
08/03 (coordenação nacional deve cuidar disso).

·        Campinas: já se organizou.

·        Casa da Mulher Br: processo travou nas burocracias que não querem
avançar (questionamento se vale se meter ali ou se é melhor fazer outra
forma de pressão, mas precisa haver informações para saber como pressionar).


·        Atividades e contatos no bairro (polo cultural, associação
moradores etc.) que estão suspensos precisam continuar, também a efetivação
e a organicidade. 

·        Ter informações (podem ser simples e curtas) para não esfriar esse
processo.

·        Mapear atividades nos bairros e usar pautas concretas para
mobilizações ali, p. ex. usar nos primeiros meses como eixo: “MMM rumo ao
Congresso do Povo”.

·        Congresso do Povo: imprimir em tudo que surge de modo geral nossa
perspectiva feminista; definir nossa agenda para ele e divulgá-la em
panfletos.

 

Encaminhamentos

·        20 de janeiro, 10h-18h: grande plenária estadual, local a definir
(SASP/ Casa do Professor ou outro).

·        Meta mínima de 50 mulheres, calcular vagas e gastos para grupos do
interior (p.ex. Vale deve chegar; Santos, Guarulhos, etc). Pauta: análise de
conjuntura incluindo feminicídio, 08/03, Casa da Mulher Brasileira,
Congresso do Povo, Organização e enraizamento MMM.

·        Comissão de organização e finanças: Fátima, Marcinha, Soninha,
Carla (podendo chamar mais pessoas).

·        08/03: sugestão (a não ser divulgada antes de verificar com os
outros movimentos): reuniões gerais a partir do dia 1º de fevereiro, daria 5
reuniões em quintas-feiras. 

·        Jornada: Tica pede depoimentos de quem participou.

·        Comunicação: Ju, Alê, Tica, Carla – reunião 19/01 (pode ser
virtual).    

·        Decidimos que em todas as reuniões teremos a Caixinha/ sacolinha de
recursos para gastos com transporte das que necessitem e para um fundo da
MMM. A coleta deu aproximadamente R$ 175,  que ficará à disposição para as
próximas reuniões com a Fátima no SASP.

 

 

 

MMM 

Dezembro 2017

 

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