[Marcha-sp] 8 de março de 2015: Feminismo em marcha para mudar o mundo!

Marcha Mundial das Mulheres marchamulheres em sof.org.br
Sexta Março 6 12:09:41 PST 2015


Companheiras, 

 

Segue no corpo do e-mail o material produzido pela MMM em São Paulo como uma
contribuição para o 8 de março de 2015.

A concentração será às 10h (se puder chegue mais cedo!), na Av. Paulista,
900, em frente ao prédio da Gazeta. Nós vemos lá!

Baixe o material neste link: http://migre.me/oU9XQ 

Saudações Feministas,

Marcha Mundial das Mulheres

 

 

 


 


8 de março de 2015: Feminismo em marcha para mudar o mundo!


 
<https://marchamulheres.wordpress.com/2015/03/06/8-de-marco-de-2015-feminism
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Neste 8 de março de 2015, saímos às ruas mais uma vez para afirmar o
feminismo como um movimento auto-organizado para mudar o mundo e a vida das
mulheres. Em todo o mundo, a Marcha Mundial das Mulheres lança sua 4ª ação
internacional, com o eixo “Seguiremos em marcha até que todas sejamos
livres!”.

Estamos nas ruas para fortalecer a nossa resistência cotidiana ao controle
dos nossos corpos, à exploração de nosso trabalho e ao avanço do capital
sobre a natureza.

Estamos nas ruas para denunciar a violência do racismo, do machismo e da
lesbofobia, e para afirmar as nossas propostas e práticas na construção de
uma sociedade baseada na igualdade, na solidariedade, na liberdade, justiça
e na paz. 

Nem a terra, nem as mulheres são territórios de conquista!

A resistência das mulheres é em defesa das terras onde vivem e produzem, e
que são alvo de grandes empresas transnacionais da mineração, do agronegócio
e construtoras de grandes obras. 

Denunciamos a expansão da mercantilização para todas as dimensões da vida.
Em defesa da água como um bem comum e um direito de todas as pessoas,
denunciamos as grandes empresas que lucram com o controle das fontes de
água; o governo estadual que garante os lucros dos acionistas da Sabesp no
mercado financeiro; e o agronegócio que é o grande consumidor de água no
estado de São Paulo, enquanto a população fica sem água. Denunciamos a
imposição dos transgênicos e o uso de agrotóxicos. Afirmamos a agroecologia
e a luta por soberania alimentar como estratégicas para transformar o atual
modelo de produção e consumo.

Já basta de controle sobre os nossos corpos e nossas vidas!

Denunciamos o conservadorismo que é cada vez mais violento em suas
imposições sobre nossa sexualidade, nossos comportamentos e decisões. 

Nas ruas, nas casas e universidades, a violência machista continua violando
os corpos das mulheres todos os dias. E os lucros da indústria da beleza e
dos cosméticos, assim como a indústria do sexo, com a prostituição e o
tráfico, demonstram que capitalismo, racismo e patriarcado se fortalecem
mutuamente. 

Denunciamos o aumento da militarização e da violência policial. Em 2013, ao
menos 6 pessoas foram mortas por dia pela polícia no Brasil. Denunciamos o
racismo que faz com que, aqui, a cada 3 pessoas assassinadas, duas sejam
negras.

Estamos nas ruas para denunciar a organização excludente das grandes
cidades. Reivindicamos o direito a moradia, a ocupação dos espaços públicos,
o direito ao transporte e a serviços públicos que garantam de fato condições
para viver a vida que desejamos. 

Nossa luta é por igualdade e liberdade para todas as mulheres!

Estamos nas ruas semeando liberdade e igualdade. Lutamos por uma vida sem
violência e por autonomia. Lutamos pelo direito ao aborto legal e seguro
para todas as mulheres que decidem interromper uma gravidez indesejada. 

Estamos em luta pela superação da divisão sexual do trabalho e por um novo
equilíbrio entre a produção e a reprodução. Estamos em marcha pela
socialização do trabalho doméstico e de cuidados, por meio de ações que vão
desde as creches públicas até a participação dos homens no trabalho que é
realizado todos os dias em todas as casas. 

Estamos em marcha pela ampliação e radicalização da democracia, que
significa mais direitos, mais participação popular e fim do financiamento
empresarial das campanhas eleitorais. Defendemos uma Constituinte exclusiva
e soberana para realizar uma reforma política que coloque limites na atuação
do poder econômico sobre a esfera pública.

Denunciamos o papel nefasto de grandes meios de comunicação em nossas vidas,
como a Rede Globo que atua na criminalização das mulheres que fazem aborto,
e a Rede Bandeirantes que insiste em dar espaço para programas que promovem
a cultura do estupro. Por isso, exigimos a democratização dos meios de
comunicação. 

O feminismo é nossa alternativa!

Semeamos força feminista quando juntamos milhares de mulheres e afirmamos o
feminismo como um movimento amplo e diverso, em luta para acabar com todas
as desigualdades e discriminações que vivemos. 

Estamos nas ruas semeando solidariedade entre as mulheres. Hoje, o mundo
acompanha a resistência das mulheres kurdas, que há muitos anos estão ativas
na luta por pela soberania e auto-determinação de seu povo e território.
Elas têm sua história marcada pela coragem e valentia que muitas vezes
significa dar a vida como forma de resistência. Assim como nas periferias
das nossas cidades, as que continuam na batalha vivem dia a dia a dor da
perda.

Somos solidárias ao povo venezuelano que resiste em defesa de seu processo
de mudanças que hoje é ameaçado pelas forças reacionárias que atuam pelo
poder do dinheiro, contra o poder de um povo livre e soberano.

Como mulheres latino-americanas, estamos alertas às movimentações da direita
em todos os nossos países. Apostamos na mobilização popular para avançar nas
mudanças e impedir retrocessos.

Como feministas em marcha até que todas sejamos livres, sabemos que para
transformar esta sociedade não bastam avanços pontuais e apenas novas leis.
Para mudar o mundo e mudar a vida das mulheres, é preciso atacar o coração
das desigualdades, superar o sistema capitalista, patriarcal e racista e
construir novas relações sociais.

4ª Ação Internacional: Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!

“Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres” é o eixo que nos
movimenta nesta 4ª ação internacional da Marcha Mundial das Mulheres, de 8
de março até 17 de outubro de 2015.

Com esta ação, queremos fortalecer a defesa dos “territórios das mulheres”,
que são compostos por nossos corpos, pelo lugar onde vivemos, trabalhamos e
desenvolvemos nossas lutas, nossas relações comunitárias e nossa história. 

No Brasil, diferente de outros momentos em que as mulheres de todo o país se
reuniram em uma ação comum, a ação de 2015 será um processo enraizado em
nível local. Mais informações em:  <http://www.marchamulheres.wordpress.com>
www.marchamulheres.wordpress.com

 

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