[Marcha-sp] Relatório Encontro Nacional AP

Marcha Mundial das Mulheres marchamulheres em sof.org.br
Quarta Junho 5 12:53:19 PDT 2013


Repassando


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Assunto: Relatório Encontro Nacional AP

 

Companheiras e Companheiros!

 

Esperamos encontrar todos/as bem. 

 

Estamos enviando o relatório de nosso Encontro Nacional  realizado no dia 08 de maio de 2013, em São Paulo. 

 

Abraços

 

Cristiane e Alexania

 

Sec. Operativa

                                                                               

 

 

 

                    Assembléia Popular 
 "Por um Projeto Popular para o Brasil"

 

Relatório do Encontro da Assembleia Popular 

08 maio de 2013 - São Paulo

 

1.      Elementos da Conjuntura (Contribuições: Gilberto Cervinski/MAB, Delwek/MST e Pe. Ari Reis/Pastorais Sociais CNBB

- A crise econômica internacional que iniciou em 2008 permanece no centro da conjuntura. As conseqüências são muitas e seu final é imprevisível. As taxas de desemprego na Espanha ultrapassam os 50%;

- A saída da crise para os capitalistas consiste na retomada das taxas de lucro, através de alguns mecanismos clássicos: a) retirada de direitos e aumento do ritmo de trabalho dos trabalhadores; b) domínio das áreas com base natural de maior produtividade (melhores terras, florestas, água, etc); c) Apropriação dos recursos do Estado, ao ponto de ocorrerem golpes como no Paraguai e Honduras; d) organização técnica e tecnológica do trabalho, como por exemplo a mudança das empresas para locais mais vantajosos;

- O Brasil é parte da estratégia para o capital sair da crise, um forte exemplo são os leilões de petróleo, previstos para os meses de maio e outubro; 

- Existe uma disputa entre capital financeiro e industrial, sendo que neste cenário o projeto popular não está pautado nem na sociedade em geral, nem no governo; 

- No campo jurídico há uma onda mais conservadora, evidenciada no processo do mensalão pela teoria do domínio dos fatos, que certamente representará um endurecimento para a atividade política das organizações e militantes e para os trabalhadores de forma geral;

- A hegemonia do capital tem dificultado a organização da classe trabalhadora, que está imersa em uma onda de individualismo. Isto tem limitado o acúmulo de forças do campo popular;

- Temos que encarar com seriedade os processos de formação política e de quadros; 

- Temos que ter a capacidade de identificar bandeiras de luta e demandas populares que possam impulsionar processos organizativos;

- temos a necessidade de manter nossa autonomia perante os governos e fortalecer nossa identidade de classe; 

- Do ponto de vista da Igreja, há a necessidade de dialogar com a sociedade no mundo moderno, retomar e avançar na perspectiva da pastoralidade;

- Em alguns segmentos da Igreja há presença de forte fundamentalismo, o que prejudica a ação pastoral;

- A política adotada pela Igreja nos últimos 30 anos entrou em crise, sobretudo através do desgaste pelos casos de pedofilia e banco do Vaticano; 

- O Papa atual tem uma simbologia forte e significativa, apontando para a possibilidade de desconstrução do atual modelo de igreja, porém há contradições, como por exemplo a indicação de Oscar Maradiaga de Honduras como um de seus conselheiros, que outrora apoiou o Golpe em Honduras; 

- Sobre a Igreja e o posicionamento em relação à questão agrária. A Igreja tem uma posição, porém desde a visão dos bispos.

Debate:

- Precisamos fazer uma análise real e sempre apontar para ações, esta é a tarefa da militância, sempre buscar pautar o Projeto Popular;

- Precisamos estar atentos a atuação das forças de direita. Quando o governo não os atende eles avançam fortemente, não demonstram apego algum ao governo e sim a seus interesses de classe;

- Apesar das dificuldades, temos conseguido construir algumas experiências importantes, o Levante Popular da Juventude se insere neste processo, com um método autêntico vem conseguindo envolver a juventude em lutas políticas;

- Nossos desafios apontam para a necessidade de fortalecer a articulação de processos em curso; 

- Quanto à avaliação sobre o governo, talvez contribuíssemos mais se conseguíssemos fazê-la ponto a ponto, e não em bloco, não contribui para nossa unidade. 

 

2.      Informações sobre a atuação da AP nos Estados e processos 

a) Paraíba

- Com o processo massivo da AP em 2008 através da campanha contra os altos preços da energia, os militantes avançaram muito no trabalho organizativo, o que segue até hoje;

- Envolvimento no Grito dos Excluídos, que é uma espécie de termômetro organizativo;

- Haverá a realização do Encontro dos Movimentos Sociais nos dias 06 e 07 de julho. A expectativa é reunir entorno de 300 pessoas.

b) Sergipe:

- Concluíram uma turma de CRB em 2012 e iniciarão outra em maio de 2013 envolvendo pessoas da grande Aracajú. O curso tem sido um espaço de articulação política e também de participação da juventude. 

c) Alagoas:

- Estão em andamento com um CRB desde setembro de 2012. Tem sido um espaço fundamental na articulação entre as organizações do campo popular;

- Outra pauta do estado é a luta por transporte;

- Estão envolvidos na articulação do Grito dos Excluídos e 5ª SSB;

- 1º de maio houve uma luta massiva com uma pauta trabalhista.

d) Minas Gerais:

- Está previsto um CRB em Contagem e também em Juiz de Fora;

- Foi definido o tema da energia para dialogar com a sociedade, através de um plebiscito popular, previsto para o mês de outubro (19 a 27/10). Antes disto, estão sendo realizados espaços de formação para a organização do plebiscito em nível estadual e também nas regiões;

- Estão participando na construção do Brasil de Fato edição MG, que tem o objetivo de dialogar com 400 mil pessoas por mês. A juventude através do Levante tem contribuído na distribuição do jornal; 

- Sobre a Semana Social Brasileira, está previsto um encontro de formação para 24 a 26/05, com 60 pessoas, com o propósito de fortalecer a semana no estado. 

e) São Paulo:

- Há dificuldade com o espaço orgânico da Assembleia Popular;

- Existem atualmente dois CRB em curso, um em São Paulo e outro em Campinas, tendo como foco os sindicatos e estudantes.

- Existem CRBs acontecendo também em Recife (Petrolina e Caruaru) em Salvador.

 

f) 5ª Semana Social Brasileira:

- Atualmente existe uma secretaria, onde estão Ir. Claudina e Gabriel e uma equipe ampliada de assessorias, que conta com a participação também da Assembléia Popular;

- Período de 07 a 09 de junho - Encontro Estado e Juventudes;

- Seminário Nacional - 20 a 22 de maio de 2013;

- Grande Semana nacional que ocorre de 2 a 5 de setembro tem a meta de reunir 250 pessoas.

g) Grito dos Excluídos:

Informes gerais sobre encontro de articuladores. Reunião 40 pessoas de 18 estados.

 

3.       Debate sobre a realidade e desafios da Assembleia Popular: Frente a atual conjuntura e considerando o processo histórico da Assembléia Popular, quais são os desafios centrais?

- O debate do projeto popular continua sendo uma necessidade, neste contexto a AP tem muito a contribuir, é bom observarmos que existe um vazio que não estamos conseguindo suprir; 

- Momento político não nos favorece, não há espaço para a discussão do projeto popular e o governo tem atuado para dividir as forças nos campo popular; 

- Temos que considerar o fato de que o caráter da AP mudou. Hoje somos uma parte da esquerda e nos agregamos entorno do projeto popular, movimentos sociais e igreja. Porém outras forças que também estão no PP não estão na AP, como é o caso dos movimentos sindicais Assim, temos que nos definir como um campo que não representa toda a esquerda;

- Espaços nacionais da AP devem priorizar a formação e a articulação. A dinâmica dos estados tem caráter próprio, inclusive organizativo; 

- Temos que ter o cuidado de não confundir o projeto popular com projeto de governo; 

- AP é um espaço importante também para a atuação pastoral, um reforça o outro; 

 

4.      Desafios para o Futuro:

- Apontamos a possibilidade de realizarmos um seminário nacional no início de 2014 (fevereiro/março, à definir) com o propósito de continuarmos e avançarmos no debate sobre a atualidade da AP no atual contexto social e político, tendo como foco o Projeto Popular para o Brasil. A meta seria reunir entorno de 100 pessoas; 

- Para isto precisamos definir uma metodologia de como motivar os Estados, pastorais, movimentos e redes que integram a AP para participarem e como recolher elementos em preparação ao seminário; 

- Preocupar-se com os estados que não estão presentes neste encontro; 

- Para isto seria bom fazer um novo encontro nacional da AP e fazer um planejamento para o seminário maior. Proposta de data de data é para 07 de novembro, contando com representes de todos os estados, pastorais, movimentos e redes que integram a AP. 

 

5.      SECRETARIA OPERATIVA: 

 

O MAB se propõe a coordenar a SO até o final de 2013. Após o informe ficou encaminhado que aprofundaremos o debate em um momento futuro e que por hora cada organização possa ir fazendo reflexões e proposições sobre a questão. 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 
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