[Marcha-sp] Correo GPs 01/2013: Condenação do assassinato de três mulheres ativistas Curdas
Marcha Mundial das Mulheres
marchamulheres em sof.org.br
Sexta Janeiro 18 09:03:23 PST 2013
Companheiras!
Apenas começamos o ano de 2013 e já estamos diante de mais um caso de violação da luta das mulheres e dos povos como um todo. No mesmo momento em que estamos enviando essa mensagem (dia 17/01), se realiza o funeral de três mulheres curdas: Sakine Cansiz, co-fundador do PKK (Trabalhadores do Curdistão de), Dogan Fidan, representante fazer KNK (Congresso Nacional do Curdistão) e ativista Leyla Soylemez, que em 9 de janeiro foram encontradas executadas com um tiro na cabeça, na sede da Oficina de Informação Curda, em Paris, França, onde viviam exíladas. Essas três mulheres deram rosto e nomes a todas as mulheres anônimas que lutam pela independência do povo curdo.
A execução das três mulheres foi profissional e ocorreu no momento em que o Estado Turco e Abdullah Ocalan, líder preso do PKK desde 1999, retomavam as negociações para iniciar um processo de paz e acabar com uma guerra não declarada em que mais de 40 mil curdos já foram exterminados desde 1984. Como primeiros passos deste processo, o PKK afirmou que o Estado turco reconhece os direitos políticos e culturais do povo curdo e que haveria uma melhora substancial das condições em que se encontra Abdullah Ocalan, mantido em isolamento por mais de 1 ano e meio.
Estamos convencidas de que o extermínio de mulheres que lutam pelos direitos de seu povo só beneficia o estado opressor e seus aliados. Nossas companheiras curdas nos contaram que o governo turco diz abertamente que ambas as "operações de segurança e as negociações vão continuar." E denunciam que o atentado não ocorreu sem a cumplicidade do partido que está no poder - Justiça e Desenvolvimento (AKP na sigla original) e dos estados francês e europeu.
Enquanto faz o discurso de negociar a paz, o governo turco realmente implementa uma política de eliminação física das líderanças da resistência - como Sakine Cansiz, conhecida por sua luta contra a tortura na prisão de Diyarbakir durante a ditadura militar - e de detenção sem qualquer evidência de sindicalistas, parlamentares, defensores de direitos humanos e jornalistas como se Pinak Selek e companheiros de KESK (Confederação da Função Pública Turco), que temos acompanhado nos últimos anos.
Nós da Marcha Mundial das Mulheres condenamos este crime, denunciado como um atentado contra a paz e a luta por liberdade e nos solidarizamos com as mulheres e o povo curdo. Em 12 de janeiro, nos juntamos a manifestações curdas em várias partes da Europa, e em uma grande manifestação em Paris para exigir que as autoridades francesas uma investigação minuciosa e exposição dos responsáveis pelo massacre.
Também estamos presentes nas ruas na Turquia, onde nos somamos a nossas companheiras curdas que afirmam que a experiência e a memória das mártires continuará a guiar-nos na resistência pela liberdade: "a tristeza e a dor não vai nos parar, ao contrário, fortalecerá a vontade e a determinação que nos conduzirá à vitória. "
Compartilhamos com vocês as declarações do nossas companheiras do Movimento Democrático de Mulheres Livres (DOKH na sigla) - grupo de mulheres curdas que integram a MMM na Turquia, o MMF na França (em francês) e o artigo escrito por uma companheira da MMM na Galicia.
Em solidariedade e luta feminista,
MMM Secretariado Internacional
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Anexos:
1. Déclaration du Mouvement Démocratique de Femmes Libres (DÖKH)
January, 11th, 2013
World history continues to host and bear witness to the massacre of Kurdish people. Comrade Sakine Cansız, the unprecedented representative of the women’s resistance and leadership in the Kurdish Freedom Movement and the women’s struggle for freedom, and a symbol of insurgence and rebellion in the Kurdistan’s history, alongside comrades Fidan Doğan and Leyla Söylemez, were murdered in a vicious attack in Paris. First of all, we offer our condolences to Kurdish people’s leader Honorable Abdullah Öcalan, to Kurdish Freedom Movement, the Kurdish women and the Kurdish people as a whole. As Kurdish women, we are fully conscious of the forces behind this massacre and the reasons for it. Responsibility of this assassination belongs to the approach of the government which openly states that “Both security operations and negotiations will continue.” This conspiracy has not been developed independent of the wills of the Justice and Development Party (AKP), Europe and the French state. If there are claims to the contrary, the perpetrators behind this execution should promptly be exposed and held accountable to the Kurdish people.
We would like to underline that the kind of settlement that the Turkish state and the international forces are willing to impose on Kurdish people in the resolution process of Turkey’s Kurdish Question stands plain and obvious to us. The assassination against Cansiz, Doğan and Söylemez is at once an assassination against Kurdish people and Kurdish women, as well as against peace and the struggle for freedom. We, as the Kurdish Women’s Movement (The Democratic Free Women’s Movement - DOKH) make the promise that the martyrdom of comrade Sakine Cansız and her nurturing practice of resistance shall be our guide towards freedom, along with the memories of Fidan Doğan and Leyla Söylemez that will be kept alive in our struggle. We are in endless grief, yet this grief and pain will not deter us, on the contrary, it will strengthen the will and determination that shall carry us to victory. By this account, as Kurdish women and Kurdish people, we call out that: “We have no tolerance any more!” No one may ever have the right to attack the national will and values of the Kurdish people. Kurdish people and Kurdish women, with their righteous struggle, play a crucial role in the world history of social movements. This fact should duly be recognized and respected.
We bow with respect before the memories of the comrades, Sakine Cansız, Fidan Doğan and Leyla Söylemez, and call on to condemn this assassination by transforming every venue into a site of action until the perpetrators behind the assassination are exposed. On this basis, we invite all the women across the world and the supporters of women’s struggle for freedom to condemn this vicious attack and to join us in solidarity in our sites of action.
Democratic Freewomen Movement (DÖKH)
Curta biografiade las activistas:
SAKINE CANSIZ, co-fundadora del PKK (Kurdistan Workers Party) en español Partido Kurdistan de Trabajadores, y una de las tres activistas kurdas asesinadas en Paris, había nacido en la provincia de Dersim en 1957. Siendo activa en el movimiento de jóvenes estudiantes en su juventud en Elazığ por vários años, Cansız se unió al movimiento revolucionario kurdo en 1976.
Cansız, una líder en la lucha contra los circulos facistas en Elazığ, era muy activa en los vecindarios de Fevzi Çakmak y Yıldızbağları. A través del trabajo político en Dersim y sus alrededores en 1978, Cansız se vinculó completamente con el movimiento revolucionario posteriormente.
Después de participar del Congreso del PKK en el 27 de noviembre de 1978, Cansız fue arrestada en Elazığ y encarcelada junto con un grupo de amigos. Fué sometida a duras torturas durante el periodo del golpe militar del 12 de septiembre de 1980. Fue liberada en 1991.
Tan pronto estuvo libre volvió a tomar parte activa en actividades revolucionarias en el Oeste y Sur de Kurdistan.
Despues de varios años de lucha en las montañas del Kurdistan, Cansız viajó a Europa donde comenzó a liderar una organización de mujeres kurda. Fue una prominente fuente de inspiración que contribuyó ampliamente con las asociaciones y la organización del pueblo kurdo em la diáspora.
FİDAN DOĞAN
Doğan, otra de las mujeres kurdas asesinadas en Paris, nació en el distrito de Elbistan (Maraş) el 17 de enero de 1982. Como hija de una familia kurda inmigrante, creció en París.
Doğan, quien se interesó vivamente por la lucha Kurda por la Libertad desde niña, comenzó a tomar parte activa en trabajos revolucionarios en Europa desde 1999. Además de su trabajo, por lo general centrado en las mujeres y las jóvenes, Doğan tambien tomó parte en actividades diplomáticas en Europa desde 2002. Fué miembra del Congreso Nacional Kurdo y su representante en Paris.
LEYLA ŞAYLEMEZ
Leyla Şaylemez, hija de una familia Ezîdi del distrito de Diyarbakır, nació en 1988 en una provincia del sur de Mersin. Alli pasó su infancia hasta que su familia emigró a Alemania en los años 90.
Fue estudiante de Arquitectura durante un año y luego allí se unió a la lucha Kurda por la Libertad. Despues del 2006, comenzó a tomar parte activa en varias ciudades europeas, particularment en Berlin, Köln, Hannnover, Frankfurt y la ciudad suiza de Basilea.
Despues de pasar año y medio en Kurdistan en el 2010 regresó a Paris donde trabajaba desde entonces.
ANF / PARIS
2. Appel à l´action de la MMF France
MANIFESTATION
Samedi 12 janvier 2013 – 12h
RDV devant la Gare de l'Est à Paris
La Marche Mondiale des Femmes soutient cet appel
Trois femmes, militantes kurdes, Sakine Cansiz, Fidan Dogan et Leyla Soylemez, ont été froidement assassinées à Paris il y a deux jours. Vivant à Paris, elles étaient aussi des femmes libres se battant pour leurs engagements politiques, et pour la construction d’une société égalitaire entre les femmes et les hommes, une société qui respecte les droits fondamentaux de tous les êtres humains. Comme de nombreuses femmes militantes de par le monde, elles travaillaient à la libération de leur peuple.
La Marche Mondiale des Femmes s’indigne de ces assassinats, et de la répression du peuple kurde en lutte pour sa libération et son émancipation. Nous exigeons que toute la lumière soit faite sur ces meurtres.
L'une de ces femmes était réfugiée politique en France et aurait dû être protégée par les autorités françaises. Nous exigeons que les militantes et militants étranger-es vivant en France soient protégé-es des violences dont ils et elles sont menacées dans leurs pays.
Nous appelons les féministes à Paris à rejoindre, en solidarité, la manifestation appelée par la communauté kurde.
3. Article écrit par Ximena González, de la MMF Galice
http://contrapoder.info/matar-contra-o-futuro-asasinato-tres-mulleres-curdas/
Matar contra o futuro. No asasinato das tres militantes curdas
por Ximena González*
Sakine Cansiz, fundadora do PKK (Partido das Traballadoras do Curdistán), Fidan Dogan, representante do KNK (Congreso Nacional do Curdistán) e Leyla Soylemez, ativista, foron executadas cun disparo na cabeza. Estas tres mulleres poñen cara e nome a todas as mulleres anónimas que loitan pola independencia do pobo curdo.
A execución destas tres mulleres en Francia producese no momento en que o estado Turco e Abdullah Ocalan, líder do PKK encarcelado dende 1999, retoman as conversas para iniciar un proceso de paz. Para isto o PKK reclama que o Estado turco recoñeza os dereitos políticos e culturais do pobo curdo e unha mellora substancial nas condicións en que se atopa Abdullah Ocalan como primeiro paso para iniciar un proceso que poda dar no fin do conflito.
Cómpre ter claro que o asasinato de mulleres independentistas que defenden os dereitos políticos e culturais do seu pobo só pode beneficiar o estado opresor
Neste contexto os asasinatos das ativistas curdas en Franza espertan todo tipo de especulacións sobre o “bando” que cometou tal atrocidade e a finalidade da mesma. Cómpre ter claro que o asasinato de mulleres independentistas que defenden os dereitos políticos e culturais do seu pobo só pode beneficiar o estado opresor ou calquera dos seus aliados para non perdermos de vista que estamos a falar dunha guerra non declarada en que máis de 40.000 curd em s perderon xa a súa vida.
En xuño de 2010 tiven a oportunidade de viaxar a Istambul como delegada da Coordenadora Galega da Marcha Mundial das Mulleres e coñecer a numerosas ativistas curdas, entre elas algunha compañeira do PKK. Naquel Encontro Europeo enmarcado na III Acción Internacional mulleres de toda Europa xuntámonos en Turquía para analisar a situación política e social dos diferentes pobos. Entre todos os obradoiros e palestras a máis interesante á que asistin foi a das ativistas curdas que propuxeron, tamén no seo do movemento feminista, as súas reivindicacións políticas e culturais como pobo.
Acción da MMM en Istambul
As mulleres curdas mostraron a outras mulleres vidas de todos os rincóns da xeografía europea a forza e a convicción dun pobo que loita pola súa independencia, o papel fundamental que as mulleres xogan nesa loita e a súa valentía, saíndo á rúa cada día nun estado, o turco, que lles nega a identidade e a cultura e prohibe todas as manifestacións públicas que recoñezan a existencia do pobo curdo.
Durante aquela semana, como sempre fixeron e como fan cada día, aquelas mulleres desafiaban as leis e as autoridades e saian á rúa, coas imaxes dos seus familiares e compañeir em s, xogándose a vida, para reclamar a súa liberdade e os dereitos políticos do seu pobo. Xogándose a vida porque as mulleres curdas son arrestadas polo seu ativismo político e a acción dunhas forzas policiais con poderes discrecionais outorgados polo goberno no contexto do conflito e, en moitos casos, son asasinadas.
relataban a participación das mulleres tanto nos combates como nas direcións políticas dos partidos como parte importante do movemento político
En varias conversas que tivemos con elas relataban a participación das mulleres tanto nos combates como nas direcións políticas dos partidos como parte importante do movemento político, reclamando indisociábel a loita pola emancipación das mulleres coa loita polos dereitos políticos do pobo curdo cun papel protagonista.
Unha das mobilizacións que tiveron lugar foi a das “Nais dos Sábados” (Saturday Mothers of Turkey) un grupo de mulleres que dende 1995, cada sábado, realizan concentracións silenciosas para denunciar a desaparición de familiares e amig em s. Tamén na denuncia d em s desaparecid em s son as mulleres as que lideran o movemento político curdo.
Acción reivindicativa das Nais dos Sábados
O Encontro Europeo rematou coincidindo co inicio do Foro Social Europeo cunha grande manifestación, naquela mobilización, unha das máis numerosas da historia de Istambul, as ativistas curdas foron as protagonistas, vestidas cos seus panos tradicionais, algo que teñen prohibido facer públicamente, e berrando na súa lingua, algo tamén prohibido, desafiaron ao Estado turco e encheron as rúas da cidade como nunca antes se fixera para pedir liberdade para o pobo curdo e liberdade para as mulleres curdas perseguidas, maltratadas, detidas e asasinadas por defender os dereitos do seu pobo.
Pensei en todas elas ao coñecer o asasinato das tres ativistas en París. Tres mulleres máis que deixan as súas vidas loitando pola liberdade. De xustiza é recoñecer e reivindicar a todas as que, como elas, poñen cada día a súa vida en risco por defender a súa identidade e lembrar o papel protagonista que teñen as mulleres na loita polos dereitos políticos do Curdistán.
* Ximena González é militante feminista e nacionalista.
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