[Marcha-sp] Atividades das Mulheres no Festival de Direitos Humanos e cidadania da Prefeitura | Mulheres nas ruas: cidadania se constrói com igualdade
Marcha Mundial das Mulheres
marchamulheres em sof.org.br
Terça Dezembro 10 05:11:36 PST 2013
Mulheres nas ruas: cidadania se constrói com igualdade
Dia 11 de dezembro de 2013
Está em curso em São Paulo o festival de Direitos Humanos.
Nós, do Movimento de Feminista realizaremos duas atividades como parte do festival. No dia dia 11 de dezembro de 2013 acontece as seguinte atividades:
Das 9 às 16 horas - Hospital Jabaquara( Artur Ribeiro de Saboya) - Apresentação de vídeos e mesas de discussão sobre os espaços públicos e a reprodução da violência contra a mulher.
Das 17 às 19 horas - Terminal de ônibus Parque D.Pedro II. Atividade sobre o direito das mulheres de ir e vir no transporte público sem violência e Assedio sexual. Apresentação de grupo de Maracatú.
Local: Av. Dr Francisco de Paula Quintanilha Ribeiro, 860, Jabaquara.
Participe!
Mulheres nas ruas: cidadania se constrói com igualdade
A cidade de São Paulo, como a maioria das grandes cidades brasileiras, é organizada e planejada com uma visão de desenvolvimento em que predomina a lógica capitalista de circulação de mercadorias e facilidades para a reprodução do capital. Os interesses privados prevalecem em detrimento dos interesses públicos e, atualmente, a cidade está marcada pela especulação imobiliária e pela segregação da população de baixa renda.
A divisão entre o público e o privado e a manutenção da divisão sexual do trabalho ainda é uma das marcas mais resistentes na construção das desigualdades entre homens e mulheres na cidade. Além disso, a vida na cidade não é somente vivida de forma desigual em função do gênero, mas também em função da renda e raça/etnia. Segundo o último censo de 2010, as mulheres aumentaram sua participação no emprego formal para 43%, embora os homens continuem sendo a maioria em todos os setores da economia. Os salários das mulheres ainda são menores do que os dos homens e as mulheres negras ainda continuam no nível mais baixo da escala de salários.
As mulheres são a maioria das pessoas em São Paulo (52,7%) e são as principais responsáveis pelo trabalho de reprodução da vida. A jornada semanal média de trabalho doméstico das brasileiras é de 29h21min. A jornada de trabalho declarada pelos homens é de 8h46min (ou 6h15min, segundo relato das mulheres). Podemos afirmar que as mulheres ocupam maior parte do tempo trabalhando, seja no mercado ou na casa, falta tempo para o lazer, para o estudo ou para ocupar-se de si. São elas as principais preocupadas pela manutenção da casa, comida, do cuidado com as crianças e idosos, e da produção cotidiana do viver dos homens que atuam no espaço público da cidade. Exatamente por isso, são as mais afetadas pela precariedade dos serviços públicos como saúde, falta de creche, asfaltamento, saneamento básico, água, iluminação pública, transporte e outras políticas de lazer e cultura, o que gera uma sobrecarga de trabalho para as mulheres.
O planejamento urbano da cidade deve ter uma preocupação central com as mulheres, que são a maioria da população. Outro aspecto significante é a segregação por cor/raça. As mulheres negras estão nas regiões mais distantes em relação ao centro e em regiões onde a infra-estrutura é mais deficiente. Por outro lado, nas regiões centrais se concentra maior número de pessoas idosas.
Pensar a qualidade de vida e bem estar das mulheres não é possível sem superarmos as condições estruturais que facilitam, naturalizam e reproduzem a violência contra a mulher, seja a violência doméstica, sexual, assédios e todas as formas que discriminam, subordinam, coagem, impedem o ir e vir e controlam o comportamento das mulheres. Os ônibus e metrôs lotados facilitam o assédio sexual, estupros e roubos. As ruas mal iluminadas, os terrenos baldios, as estações de metrô e trem sem segurança e os ponto de ônibus em lugares afastados provocam medo e facilitam a violência sexual.
Por isso, precisamos de uma cidade que proporcione qualidade de vida e bem estar também para as mulheres, com serviços públicos humanizados gratuitos para tod em s, segurança e mobilidade, com calçadas amplas e sem buracos, transporte público de qualidade 24h, política de ciclovias, mais iluminação nas ruas, eficiência nos serviços de saúde e maior vigilância do poder público com a violência contra as mulheres: implementação da Lei Maria da Penha e outras medidas de coerção à violência praticada contra mulheres nos espaços públicos e privados.
Participe nas audiências do plano diretor na sua subprefeitura, mulher que participa decide os rumos da cidade. Somente com uma cidade inclusiva, que proporcione a igualdade entre as cidadãs e cidadãos construiremos a verdadeira cidadania. Para que também as mulheres possam usufruir do direito que têm de ir e vir e o direito que tem à própria cidade!
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MOSCA-Movimento Social Cidadania Ativa
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