[Marcha-sp] Nota de repúdio à repressão violenta em Cajamarca, Peru.

Marcha Mundial das Mulheres marchamulheres em sof.org.br
Sexta Julho 6 11:37:26 PDT 2012


Companheiras
 

Nossas companheiras da MMM no Peru, em especial as da região de Cajamarca estão muito ativas na luta contra o projeto de mineração Conga, afirmando o direito à água que é contaminada e super utilizada pela mineração em grande escala e industrial. Já nos manifestamos na semana passada contra a prisão de Juana Huamán Escobar das Rondas Campesinas de Bambamarca.

 

E agora assinamos como MMM esta nota proposta pela Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale que será entregue hoje ao consulado do Peru.

 

Em solidariedade feminista,

 

Secretaria executiva da MMM

 

De: Atingidos VALE [mailto:atingidosvale em yahoo.com.br] 
Enviada em: quinta-feira, 5 de julho de 2012 21:59
Para: undisclosed recipients:
Assunto: URGENTE! Sua adesão contra violência no Peru (até 06/07, sexta, às 13 horas) 

 

Companheir em s,


Estamos coletando assinaturas para a Nota Pública, abaixo, sobre a violência e criminalização das comunidades de Cajamarca, no Peru.
O governo peruano decretou estado de emergência nas províncias de Cajamarca, Hualgayoc e Celendín. A medida restringe o direito de reunião, a inviolabilidade da residência e a livre circulação de pessoas. No entanto, a população continua manifestando-se nas ruas.


Por favor, caso queiram aderir, enviem o nome da sua organização para: atingidosvale em yahoo.com.br até amanhã, 06 de julho (sexta), às 13 horas. 
O prazo é curto porque uma comissão irá entregar o documento com as adesões ao Consulado peruano, em São Paulo, na tarde de amanhã. 
Seu apoio é muito importante!

Secretaria Operativa dos Atingidos pela Vale

 

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Exmo. Sr. Presidente da República do Peru

Ollanta Humala 
Plaza de Armas s/n, Lima – Lima 1 
Perú 
Tel.:   (511) 311-3900 / (511) 311-4300

 

 

Ref: Nota das Organizações e Movimentos Sociais brasileiros sobre a violência e criminalização das comunidades de Cajamarca, Peru

 

 

Exmo Sr. Presidente Humala,

 

Há mais de 6 meses, comunidades, organizações e movimentos sociais da região de Cajamarca, Peru, têm realizado protestos pacíficos em defesa do direito à água, que encontra-se ameaçado com a instalação do projeto de mineração Conga. Este projeto de extração de ouro tem alto impacto social e ambiental e vem sendo imposto autoritariamente e a qualquer custo pelas autoridades governamentais peruanas e empresas transnacionais (principalmente a companhia americana Newmont Mining Co).

 

No dia 3 de julho de 2012, a ação violenta das forças repressivas do Estado matou três homens (C.M.A, de 17 anos; Eleuterio García Rojas, de 40 anos e José Silva Sánchez, de 35 anos). No dia 5 de julho, mais duas mortes foram confirmadas (Joselito Vásquez Jambo, de 28 anos e José Antonio Sánchez Huamán, de 29 anos). 

 

No dia de 4 de julho, o líder ambientalista Marco Arana estava sentado em um banco da Praça de Armas quando foi agredido e arbitrariamente detido pela Polícia Nacional do Peru.  

 

O governo peruano decretou estado de emergência nas províncias de Cajamarca, Hualgayoc e Celendín. A medida restringe o direito de reunião, a inviolabilidade da residência e a livre circulação de pessoas.  No entanto, a população continua manifestando-se nas ruas.

 

As organizações abaixo assinadas vêm apresentar sua solidariedade ao povo peruano e seu repúdio às ações violentas do Estado do Peru. Ao invés de criminalizar e de assassinar defensores da vida e da natureza, o Estado peruano deve protegê-los e defender seus direitos. 

 

Nos dirigimos ao presidente Ollanta Humala e aos representantes do Estado Peruano, para requerer:


- A imediata liberação de todas as pessoas detidas nessas condições;

- Que sejam investigadas as responsabilidades pelas mortes, lesões corporais e outros possíveis crimes, além das detenções aparentemente arbitrárias;

- Que se cesse imediatamente o Estado de Emergência nas três províncias de Cajamarca, Celendín e Hualgayoc, e a perseguição policial e judicial àqueles que protestam contra o projeto da Mina Conga;

- Que se instaure imediatamente um mecanismo de diálogo oficial com a população das regiões em conflito; 

- Que se tomem medidas efetivas e urgentes para que esses fatos não mais se repitam e para que todos aqueles que tiveram seus direitos violados sejam contemplados com as devidas reparações.

 

05 de julho de 2012.

 

Assinam esta nota:

Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale

Justiça Global

Justiça nos Trilhos

CSP- Conlutas

Petroquímicos do Paraná (SINDIQUÍMICA-PR)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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