[Marcha-sp] Manifesto CIM
Marcha Mundial das Mulheres
marchamulheres em sof.org.br
Terça Março 1 09:42:33 PST 2011
O CIM - Maior Acervo/Biblioteca da mulher da América Latina, foi desalojado, a Memória/História da Mulher foi atingida
O CIM tem História
O CIM - Centro Informação Mulher é uma organização feminista, não-governamental, criada em 1981 para restituir a história/memória da mulher, instrumento de luta contra a dominação/exploração das mulheres. O CIM foi fundado com intuito de se unir as forças feministas e aos movimentos sociais contra o Patriarcalismo/Capitalismo, que se manifesta principalmente nas relações violentas e desiguais, de gênero, classe, raça e etnia, bem como, nas perseguições homofóbicas e lesbofóbicas.
CIM - Uma referência para feministas, mulheres, movimentos sociais, estudantes, pesquisadores, comunidade etc.
O CIM foi atingido violentamente, foi desalojado o maior acervo/biblioteca da mulher da América Latina, com 12000 livros, 1700 títulos de periódicos, 3060 cartazes nacionais e internacionais, sobre a história da vida e luta das mulheres, referência para pesquisadores nacionais e internacionais, universidades, alunos de escolas públicas, movimentos de mulheres, comunidade local e população em geral, foi atingido por mais um projeto higienista.
O CIM desenvolve projetos de combate a violência contra a mulher, informação/prevenção DST/AIDS na Região Central etc
O CIM desde 1991 ocupava espaço na Praça Roosevelt, 605, por decreto de permissão de uso, assinado na administração da Prefeita Luiza Erundina, e por estar localizado na região central, foi durante este período, um espaço solidário para os movimentos, grupos, e tornou-se a sede, das reuniões históricas para organização das manifestações do Dia 8 de Março, entre outras manifestações/ações feministas.
A prefeitura de SP não respeita a cidadania nem o direito a cidade para todas e todos
São Paulo é exemplar neste aspecto, uma elite conservadora, higienista, se mantém no poder destruindo há anos, privatizando os bens e serviços públicos, a população é vítima de recorrentes violações dos direitos básicos que nos roubam a cidadania.
O direito a circulação, acesso, apropriação da cidade, a violação do patrimônio material e imaterial, o desmonte da memória, o sucateamento desumano do transporte público, da educação, da saúde, a ausência de políticas para minimizar os efeitos das enchentes, permeada pela odiosa política higienista que expulsa a população pobre do centro da cidade.
O autoritarismo que tomou conta das subprefeituras, a falta de planejamento da gestão pública que se reflete na falta de vagas nas creches, e na terceirização sem controle da saúde, o preço abusivo das passagens de ônibus, a violência policial e a criminalização da pobreza, o déficit de moradias populares.
O sucateamento das delegacias de mulheres, reflexo do descaso em relação ao Pacto de Enfrentamento a Violência contra as Mulheres, e por extensão, a frouxidão no cumprimento da Lei Maria da Penha.
O CIM vem a público manifestar a nossa indignação e exigir o direito de continuar existindo como uma entidade pública do movimento feminista que mantém viva a memória de luta das mulheres.
São Paulo, março de 2011
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