[Marcha-sp] Boletim Informativo da Marcha Mundial das Mulheres - Junho de 2011/ Nº 02
marchamulheres em sof.org.br
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Quarta Junho 15 14:51:24 PDT 2011
EDITORIAL:
A violência contra a mulher é a maior expressão das desigualdades vividas entre homens e mulheres na sociedade. A raiz desta violência está no sistema capitalista e patriarcal, que impõem a necessidade de controle, apropriação e exploração do corpo, vida e sexualidade das mulheres. Esta violência, ao mesmo tempo em que é produto da opressão patriarcal, também estrutura a subordinação das mulheres.
A violência marca o cotidiano de milhões de mulheres que se vêem sem direitos ou receosas em espaços públicos, com sua liberdade de ir e vir cerceada, que têm suas vidas profissionais limitadas, suas integridades físicas e psicológicas violadas, sua sexualidade controlada. Hoje, outras formas de expressão do machismo e misoginia têm se intensificado, como a mercantilização do corpo e vida das mulheres, com a imposição de padrões estéticos e de beleza baseados na magreza e na eterna juventude. Esta violência aumenta quando aliada ao racismo, que tem feito das jovens, principalmente negras, as maiores vítimas do trafico de mulheres e do aliciamento à prostituição, que alimenta o capital de grandes empresas e máfias pelo Brasil e mundo afora.
Segundo dados da Fundação Perseu Abramo, mais de 40% das mulheres brasileiras já sofreram violência doméstica, e a cada 24 segundos, uma mulher sofre violência física no país (Perseu Abramo , 2010), lembrando que a violência contra a mulher compreende outras formas de agressão para além do espancamento, como ameaças, violência psicológica, entre outras. Já o Mapa da Violência, levantamento divulgado em 2010 pelo Instituto Sangari/Datasus, entre 1997 e 2007, 10 mulheres foram assassinadas por dia no Brasil. Foram 41.532 mulheres vítimas de homicídio, média de 4,2 assassinadas por 100 mil habitantes.
A Marcha Mundial das Mulheres luta para que a violência sexista seja compreendida como um problema político e social. Mas, por se dar, na maioria das vezes, nas relações familiares e afetivas, é naturalizada ou tratada como algo privado e sem relevância social. Neste sentido, a criação da lei Maria da Penha contribuiu para desnaturalizar e tipificar a violência contra a mulher como um crime. O grande desafio, após quatro anos da lei, é implementá-la na prática em todas as suas dimensões.
Sabemos que, para superar de fato a violência contra a mulher, são necessárias políticas estruturais que alterem o status da mulher na sociedade, e políticas públicas de apoio e prevenção à violência, além da punição ao agressores, pois a certeza de impunidade também estimula a prática da violência.
Marcha Mundial das Mulheres
Basta de violência contra a mulher!
Junho de 2011/ Nº 02
Marcha das vadias toma as ruas brasileiras
No último 4 de junho, mais de 300 mulheres se reuniram na Avenida Paulista, em São Paulo, para a primeira edição da Marcha das Vadias no Brasil. Participaram mulheres de todas as idades com o objetivo de denunciar a violência contra as mulheres, principalmente nos casos em que as vítimas são julgadas como responsáveis por vestirem roupas vistas como não apropriadas.
A Marcha Mundial das Mulheres participou da Marcha das Vadias com a Fuzarca Feminista, seu núcleo jovem, com muita batucada e a irreverência de sempre estampada nos cartazes, panfletos e palavras de ordem.
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3ª Conferência Nacional de Política para as mulheres
A Secretaria de Política para as Mulheres (SPM) e o Conselho Nacional de Direitos das Mulheres (CNDM) realizarão, entre os dias 12 a 14 de dezembro, em Brasília, a 3ª Conferência Nacional de Política para as Mulheres.
A 3ª Conferência tem por finalidade discutir e elaborar políticas públicas voltadas ao combate à miséria e à pobreza, uma vez que as mulheres são parte majoritária do setor mais empobrecido, especialmente as mulheres negras; e à construção da igualdade, tendo como perspectiva o fortalecimento da autonomia econômica, cultural e política das mulheres, contribuindo para a erradicação da extrema pobreza e para o exercício da cidadania das mulheres no Brasil
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Comitês Populares da Copa
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MMM NOS ESTADOS:
Já formados ou em processo de estruturação nas 12 cidades-sede da Copa 2014, os comitês populares são constituídos por diferentes organizações unidas para monitorar, em âmbito nacional, as ações do poder público na preparação das capitais que receberão o evento em 2014, se propondo a fiscalizar gastos e denunciar impactos dos megaprojetos.
MMM Rio de Janeiro realiza seminário
No dia 18 de junho, sábado, a MMM do Rio de Janeiro realiza a primeira fase de um Seminário, que será dividido em três etapas. A atividade acontece das 9h às 14h, no auditório da CUT-RJ (Av. Presidente Vargas, 502, 15º andar, Centro, Rio de Janeiro - trecho entre a Rua Uruguaiana e Av. Rio Branco e a estação de metrô mais próxima é a Estação Uruguaiana).
O seminário contará com a presença da socióloga Bila Sorj (UFRJ) e da companheira Penha, da FETAG, que falará sobre a Marcha das Margaridas.
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A I Mostra de Arte e Feminismo aconteceu entre os dias 4 e 9 de junho em Viçosa. As atividades aconteceram na Universidade Federal de Viçosa e em espaços da própria cidade. O principal objetivo da Mostra foi popularizar a arte feminista, e para isso boa parte das atividades foi aberta ao público em geral, sem necessidade de inscrições.
MMM de Viçosa realiza a I Mostra de Arte e Feminismo
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